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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

FINANÇAS PESSOAIS


Por Júlio César Zanluca
Você gasta tempo de sua vida para ganhar dinheiro. A Bíblia ensina que tudo o que fazemos deve glorificar a Deus (1 Co 10.31). Assim, nós podemos e devemos glorificar a Deus através do dinheiro. A Palavra de Deus tem muitas orientações sobre dinheiro, bens materiais, dívidas, etc. Isso porque Deus sabia das dificuldades, pressões e tentações que iríamos enfrentar nesta área.
DE QUEM É O DINHEIRO? Ag 2.8, Sl 24.1, Dt 8.18.
O PLANO DE DEUS PARA O DINHEIRO:
1. Suprir nossas necessidades: Deus promete suprir-nos com tudo: Fl 4.19, Mt 6.31-33
2. Suprir necessidades de outros por nosso intermédio: Rm 12.13, Sl 37.21, Ef 4.28
3. Sustentar o ministério de Deus no mundo: 1 Co 16.2, Fl 4.10-20
ATITUDES E DECISÕES EM RELAÇÃO AO DINHEIRO:
O dinheiro em si é neutro. Tudo depende do uso que se faz dele. 1 Tm 6.10 ensina que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males, e não o dinheiro em si.
1. Reconhecer que tudo é de Deus, e devolver pelo menos o dízimo: Ml 3.10-11.
2. Trabalhar e ganhar dinheiro honestamente: Pv 6.6-11, Pv 13.4, 2 Ts 3.10-12
3. Não entrar em dívidas e procurar sair delas: Pv 22.7, Rm 13.8, 1 Co 7.21-23
4. Não colocar o coração em dinheiro ou em coisas materiais: Pv 23.4-5, 28.22, Mt 6.19-21
5. Não viver ansioso ou preocupado: Fl 4.6-7, 1 Pe 5.7
6. Não ser avarento: Ec 5.10, Lc 12.15, Cl 3.5. Emprestar sem juros: Dt 23.19-20.
7. Planejar os gastos: Pv 16.9. Faça um orçamento (modelo anexo) e pare com os gastos desnecessários! Coloque seus propósitos diante do Senhor: Sl 37.4
8. Economizar: Pv 18.9 e 21.20. Guardar para quando precisar (emergências): Pv 27.18.
9. Ser sensível em relação ás necessidades dos outros: Lc 3.11, Rm 12.13. Atenção! Não se deve ficar a-limentando o preguiçoso: Pv 19.19 e 2 Ts 3.6-16.
10.Contribuir regularmente para o sustento da causa de Cristo: 2 Co 8.3-5, Fp 4.18
11.Ser honesto: Sl 37.21, Pv 21.6.
COMO CONTRIBUIR PARA O REINO DE DEUS?
1. Sacrificalmente, isto é, algo que custo alguma coisa para você: 2 Co 8.2, Pv 11.24-25
2. Alegremente: 2 Co 9.7
3. Voluntariamente, não por que é “lei”: 2 Co 8.3, 9.7
4. Regularmente (pelo menos uma vez por mês): 1 Co 16.2
5. Começar pelo dízimo (10% da renda total): Ml 3.8, 10-11, Lc 11.42
DUAS COISAS QUE VOCÊ DEVE TOMAR CUIDADO:
1. Emprestar dinheiro se ele vai lhe fazer falta
2. Ficar por fiador: Pv 6.1-5
RIQUEZAS, BÊNÇÃO OU PERIGO?
1. Se nossa prioridade é acumular dinheiro, teremos um grande fardo: Pv 1.19, 23.4, 30.7-9, Ec 5.12.
2. Dependendo de nossas atitudes, o dinheiro pode ser bênção ou um entrave ao nosso crescimento espiritual: 1 Tm 6.6-10, 17-19, 2 Tm 2.4, Hb 13.5-6.
Lembre-se que o dinheiro é uma das bênçãos de Deus na proporção que é livremente dado e não acumulado. Uma das finalidades do dinheiro é transformar vidas; transferir valores materiais (perecíveis) para valores eternos (não perecíveis!).

MODELO DE ORÇAMENTO DOMÉSTICO
SALÁRIO TOTAL R$ .....................................
SEPARAÇÃO P/O SENHOR (Dízimos e Ofertas) - R$ .....................................
DESCONTOS (INSS, Imposto de Renda, etc.) - R$ .....................................
SALDO LÍQUIDO = R$ .....................................

DESPESAS FIXAS MENSAIS:
ALUGUEL OU PRESTAÇÃO CASA R$ .....................................
CONTA DE LUZ R$ .....................................
CONTA DE ÁGUA R$ .....................................
TELEFONE R$ .....................................
SUPERMERCADO R$ .....................................
ESCOLA R$ .....................................
ROUPAS R$ .....................................
FARMÁCIA R$ .....................................
VALE TRANSPORTE
MESADAS AOS FILHOS R$ .....................................
OUTRAS (prestações*, etc.): R$ .....................................
Plano de Saúde R$ .....................................
R$ .....................................
TOTAL DE DESPESAS R$ .....................................

SALDO SALÁRIO MENOS DESPESAS R$ .....................................

DEPÓSITO PARA POUPANÇA R$ .....................................

DICAS PARA MELHORAR SEU ORÇAMENTO:
1) O depósito para poupança sempre deve ser pelo menos 10% do salário líquido. Se o saldo do salário menos despesas é zero ou negativo, você deve mudar seu padrão de gastos, pois a Bíblia ensina que na casa do prudente sempre há mantimento (Pv 21.20). Leia também Ec 5.10.
2) Se você é autônomo (não tem salário), comece calculando pela média dos seus rendimentos dos últi-mos 6 a 12 meses. Neste caso, seu depósito para poupança deve ser pelo menos 20% dos seus rendimentos, porque você não tem FGTS!
3) O maior problema nos orçamentos são as “prestações” (roupas, eletrodomésticos, etc.). Pare de comprar a prazo, e compre somente á vista, com parte do dinheiro da poupança, e você logo terá um “alívio” no seu salário.
4) Não gaste o dinheiro das “horas extras”. Deixe-o na poupança para uma necessidade!
5) Economize água e luz, e ensine seus filhos a fazê-lo também!
6) Nunca peça dinheiro emprestado. Veja o que a Bíblia diz: Pv 22.7.
7) Compre roupas usadas ou em liquidação. “Pechinchar” não é pecado!
8) Vá ao supermercado sem crianças ou adolescentes! Você economiza 10%!
9) Faça uma lista das prioridades de compras. Não compre por “impulso”!
10) Compre só o necessário: porque comprar 3, se você só precisa 2?
11) Dê mesadas aos seus filhos. Nada de dinheiro extra!
12) Se você não pode comprar alguma coisa á vista, é sinal que não deverá fazê-lo á prazo, em presta-ções!
13) Cancele o cartão de crédito!
14) Ore, pedindo sabedoria em finanças.

ESTUDOS SOBRE MORDOMIA CRISTÃ


Estudo 1 - MORDOMIA CRISTÃ
Pr. Nelson Mota de Souza
1)- O que é Mordomia?
Mordomia é o manejo responsável dos recursos do reino de Deus que foram confiados a uma pes-soa ou a um grupo. (Conciso Dicionário de Teologia Cristã – Millard J. Erickson).
Mordomia é Administração (Lc 16.2,RC).
- Mordomo, - Pessoa encarregada da administração de uma casa (oikos); administrador. (Gn 39.4-8,RA; Lc 12.42). (Dicionário da Bíblia de Almeida)-(SBB).
Mordomo quer dizer, literalmente, ecônomo, isto é, aquele que é incumbido da direção da casa, o administrador. É aquela pessoa a quem é entregue tudo quanto o senhor possui para ser cuidado e de-senvolvido. Em linguagem bíblica, isto quer dizer que não só terras, dinheiro, jóias e os bens materiais em geral, mas também o cuidado da esposa e dos filhos, enfim a reputação do senhor e até sua própria vida. Daí se depreende o que o Senhor exige de nós quando nos constituiu mordomos. É, portanto, com temor e tremor que devemos assumir nossa responsabilidade mas, de outro lado, com regozijo em nossos corações por ele nos ter dado um lugar de tantas oportunidades para glorificar seu santo nome.

- Despenseiro:- 1)- Pessoa encarregada da Despensa, (Cômodo em que se guardam mantimentos) - (Gn 43.16,RA);
2)- O cristão como administrador dos seus Dons (1 Pe 4.10);
3)- O obreiro como responsável por cuidar das coisas de Deus (1 Co 4.1; Tt 1.7). DBA-SBB.
- Mordomia é o ofício do Mordomo.
- Mordomo, (no grego oikonómos) - Administrador dos bens de uma casa ou de um estabele-cimento alheio. (Pequena Enciclopédia Bíblica – O.S. Boyer).
2) O que é Fidelidade?
A lealdade de Deus para com o Seu povo na base dos compromissos do pacto que Ele fez, e uma atitude semelhante de fidelidade do povo de Deus para com os seus compromissos implícitos e explícitos no pacto. - CDTC
3) Por que devemos ter Compromisso?
O grande motivo é: Porque somos regenerados por Deus.
A regeneração difere do arrependimento, da fé e da conversão no sentido de que ela, a regeneração, é uma ação direta de Deus na vida do crente. O homem deve arrepender-se, crer e converter-se; assim Deus ordena. Mas não há mandamento para que o homem se regenere, pois esta é uma obra de Deus. Ela, a regenera-ção, é o princípio essencial da salvação, que por sua vez, foi adquirida pela fé.
A Bíblia utiliza vários termos para referir-se ao que chamamos de regeneração. Entre outros, ela fala de: (novo nascimento (Jô 3.3); nascido de Deus (Jô 1.13, 1 Jo 5.1,4); vivificação (Ef 2.1,5); renovação pelo espírito (Tt 3.5); nova criação (Ef 2.10, 2 Co 5.17); ressurreição (Cl 2.13, 3.1).
O termo mais apropriado e utilizado na teologia é regeneração (Tt 3.5; 1 Pe 1.3). A idéia bíblica é de que há um homem natural e outro regenerado, ou feito de novo em Cristo.
3.1)- A regeneração produz efeitos posicionais, espirituais e práticos.
- Os feitos posicionais são a condição de filho de Deus por adoção (Jô 1.12,13; Rm 8.16; Gl 4.6). Como filho, o crente é também herdeiro de Deus e co-herdeiro com Cristo (Rm 87.17), cuja herança fica assegurada no céu (1 Pe 1.4). Além disto, por ser filho o crente goza do acesso ao Pai celestial e tem comunhão com Ele (Rm 5.1 ss).
- Os efeitos espirituais são as virtudes que o crente recebe do Senhor na sua alma (Gl 2.20). Ele é fortalecido “no Senhor e na força do seu poder” (Ef 6.10; 3.16-19).
- Os Efeitos práticos aparecem na vida do crente no dia a dia. Ele busca viver a vida de jus-tiça, santidade, amor reverência e verdade (Ef 4.22ss). Ele pratica o amor fraternal, serve a Cristo e aos irmãos. Produz as obras que são o fruto da vida em Cristo.
Em resumo, o grau do compromisso manifesta o grau da regeneração que Deus já efetuou no crente.
3.2)- Alguns textos sobre o serviço e porque devemos ter compromisso com Deus e com a Sua Obra:
- Lucas 10.2 – “E dizia-lhes: Na verdade, a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara”.
- Ec 3.13 – “... e também que todo homem coma e beba, e goze do bem de todo o seu traba-lho, é dom de Deus”.
- Jr 31.16 – “Assim diz o Senhor: Reprime a tua voz do choro, e das lágrimas os teus olhos; porque há galardão para o teu trabalho, diz o Senhor, e eles voltarão da terra do inimigo”.
- 1 Co 3.8 – “Ora, uma só coisa é o que planta e o que rega; e cada um receberá o seu ga-lardão segundo o seu trabalho”.
- 1 Co 15.58 – “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abun-dantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor”.
4) Desde quando devemos ter Compromisso?
Desde o primeiro dia que Deus inicia a regeneração em nossas vidas, dia este que coincide com o dia em que aceitamos Jesus Cristo como Salvador e Senhor de nossas vidas, não importando quantos anos de vidas tivermos neste que é o dia mais importante para qualquer um de nós. Conforme:
- Sl 148.12,13 – “Jovens e donzelas, velhos e crianças, louvai o nome do Senhor, pois só o Seu nome é exaltado; a sua glória está sobre a terra e o céu”.
- Pv 20.11 – “Até a criança se dará a conhecer pelas sua ações, se a sua conduta é pura e reta”.
5)- Em que devemos exercer Mordomia?
5.1)- Do nosso Tempo
– Ef 5.15,16 – “Portanto, vede prudentemente coma andais, não como ignoran-tes, mas como sábios, remindo (aproveitando bem) o tempo porque os dias são maus”.
5.2)- Dos nossos Bens
– Pv 3.9 – “Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primícias de toda a tua renda”.
5.3)- Dos nossos Talentos e Dons
– Lv 23.38 – “Estas ofertas são além dos sábados do Senhor, e além dos vossos dons, e além de todos os vossos votos, e além de todas as vossas ofertas voluntárias que derdes ao Senhor”.
5.4)- Do nosso Conhecimento e Inteligência
– Pv 20.15 – “Há ouro e abundância de pedras preciosas; mas os lábios do co-nhecimento são jóia de grande valor.”
– 1 Co 1.5 – “Porque em tudo fostes enriquecidos nele, em toda palavra e em todo o conhecimento”.
5.5)- Dos nossos Dízimos e Ofertas
– Ml 3.8 – “Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais , e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas”.
5.6)- Dos nossos Corpos
– Rm 12.1 – “Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”.
6)- Origens Bíblicas para a Mordomia.
Em Gênesis 4.3 a 5 nós lemos:
- “Ao cabo de dias trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao Senhor. Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura. Ora, atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta, mas para Caim e para a sua oferta não atentou. Pelo que irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante”.
Este texto é a primeira ocorrência onde podemos encontrar a intenção de ofertar algo a Deus. É admi-rável perceber que Deus, apenas uma geração depois do pecado ter entrado no mundo, esta dando a oportuni-dade do homem se aproximar dEle, do homem se reconciliar com Ele, e principalmente, do homem agradar a Ele.
Mas não apenas a oferta deveria agradar a Deus, o ofertante e, principalmente o ofertante, deveria ofertar com o coração cheio do bem. A oferta jamais será mais valiosa do que a disposição do coração daquele que oferece.
O texto lido anteriormente continua a nos dizer em Gn 4.6 e 7:
- “Então lhe disse o Senhor: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante? Se proce-deres bem, não serás aceito? E se não procederes bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar”.
7)- Não Basta Apenas Ofertar...
Em 2 Co 9.7 podemos ler:
- “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com trateza, nem por constrangi-mento; porque Deus ama ao que dá com alegria”
Somente está alegre aquele que:
- Oferta a Deus com a motivação certa – que é agradar a Deus. Louvar e glorificar o Seu Santo Nome;
- Oferta a Deus com sincera gratidão – entendendo que foi Deus quem deu condições para que algo chegasse às suas mãos, e daquilo que Deus permite chegar às mãos, separa-se, com alegria, as ofertas ao Senhor;
- Oferta a Deus com a alma limpa – pois Deus não se alegra com ofertas de ímpios, logo, mesmo que aqueles que não temem a Deus façam generosas ofertas, isso por si só, não lhes restitui a paz..., não lhes proporciona graça..., não lhes confere salvação..., e não lhes assegura a vida eterna.
8)- Deus Aceita a Devolução de Parte Daquilo que Ele Nos Dá...
O senhor Deus não precisa de dízimos e ofertas. Ele já é o dono de todas as coisas, vidas e tesouros... A Palavra Fiel nos diz em:
- Lv 27. 30 – “Também todos os dízimos da terra, quer dos cereais, quer do fruto das ár-vores, pertencem ao senhor; santos são ao Senhor”.
- Ageu 2.8 – “Minha é a prata, e meu é o ouro, diz o Senhor dos exércitos”.
Mas o Senhor nos concede o privilégio de contribuir para a Sua obra exatamente porque esta obra tem custos, envolve obreiros e diminui os sofrimentos de muitos, através da diaconia, do serviço social, da distribu-ição de alimentos, roupas, remédios, etc.
A obra de evangelização do mundo e da edificação da igreja, necessita de mantenedores fiéis, que te-nham claro em suas mentes e corações que a responsabilidade da manutenção desta obra pertence a todos os salvos em Jesus Cristo.
Sobre isto, podemos ler em:
- Nm 18.21 – “Eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo serviço que prestam, o serviço da tenda da revelação”.
9) Onde Devemos Entregar as Nossas Ofertas e Dízimos.
- Ml 3.10 – “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja manti-mento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal bênção, que dela vos advenha a maior abastança”.
O Desafio à Fidelidade
Em Provérbios 9.10a lemos:- “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é prudência”. – É impressionante como tememos os nossos devedores, como tememos o poder público, concessionário dos benefícios ditos públicos, mas também ávido cobrador destes benefícios. Mas o temor de ficar sem os serviços essenciais como telefone, água, luz, etc, nos levam a ser pontuais no recolhimento de ta-xas, impostas e a pagarmos com naturalidade e pontualidade tudo aquilo que para nós é indispensável.
Quando a Palavra nos diz que é sábio sentirmos temor a Deus, eu me pergunto, será que o nosso temor maior não estaria direcionado para a pessoa errada? Ou para a instituição errada? A fidelidade também é um excelente aferidor de temor, de reverência e do amor ao Reino dos Céus, que chegou a todos nós através de Jesus Cristo.
Em Provérbios 3.9-10 está escrito:- “Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão fartamente os teus celeiros...” – Em todos os convites de Deus à fidelidade do homem, sempre está implícita uma maravilhosa promessa, que é o Amor de Deus, pois a Palavra nos diz: - “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria”. Este texto encontra-se em 2 Coríntios 9.7.
Contribua com alegria! – contribua com o teu tempo, contribua com os teus talentos e dons, contribua com os teus dízimos e ofertas... Contribua com o teu temor e reverência a Deus...

Estudo 2 - BASE BÍBLICA DA DOUTRINA DA MORDOMIA
A Bíblia ensina por preceitos e exemplos que somos mordomos de Deus. Ele nos confiou a administração de bens e poderes que lhe pertencem. Causa estranheza que cristãos, através dos séculos, tenham aberto o Livro Sagrado milhares de vezes e até tenham procurado viver suas verdades, sem que a doutrina da mordomia viesse a ocupar em suas vidas o lugar que merece. Daremos, em resumo, o que a Bíblia diz acerca desse assunto.
O universo pertence a Deus (Gn 1.1; 14.22; Dt 10.14; I Cr 29.13-16; Sl 24.1; 50.10-12; 89.11; Jr 27.5). De modo específico, o solo pertence a Deus (Lv 25.23; 2 Cr 7.20). Os minerais e os tesouros que a terra e o mar escondem (Sl 95.5; 146.6; Ag 2.8; Jl 3.5). Tudo o que a terra produz (Gn 2.9; Sl 104.4) e toda a vida animal (Gn 1.24; 9.2,3).
Depois de haver completado a obra da criação, Deus colocou Adão num jardim aprazível e lhe confiou as coisas criadas (Gn 2.15). Deus nunca entregou os títulos de propriedade a Adão, mas conservou-os para si mesmo como criador. Adão era um simples mordomo. O homem só poderia ter direito de propriedade sobre aquilo que ele pudesse criar; entretanto, nunca homem algum jamais foi capaz de criar qualquer coisa. Tudo o que ele pode fazer é utilizar-se das coisas criadas, adaptá-las e combinar forças e elementos por Deus criados.
O homem pertence a Deus
Por direito de criação (Gn 1.27; 2.7; Is 42.5; 42.1-7; Ez 18.4)
Por direito de preservação (At 14.15-17; 17.22-28; Cl 1.17; I Pe 1.5). Deus não somente nos criou, mas também nos sustenta na sua providência. Ele não é um Deus que criou o mundo e o abandonou à sua própria sorte. Pelo contrário, Ele está profundamente interessado em tudo o que se passa entre os homens, acompanhando o de-senrolar da história e orientando-a para atingir seus propósitos eternos. Não fora um Deus sustentador do universo e este mundo e a vida humana seriam uma impossibilidade.
Por direito de redenção (Ex 19.5; 1 Co 6.19-20; Tt 2.14; Ap 5.9). Fomos criados para glorificar a Deus (Is 43.7; 1 Co 6.18-20). Mas o pecado desviou o homem desse alvo. Era preciso, então, que Deus o restaurasse e o libertasse do pecado, que o separava dele (Is 59.2). Isso realizou-se na morte e na ressurreição de Jesus Cristo, que se ofereceu como propiciação pelos nossos pecados, restabelecendo outra vez o alvo para o qual Deus nos criou, e nosso objetivo, a partir da vitória de Cristo, deve ser buscar a sua glória.
O VALOR DA DOUTRINA DA MORDOMIA PARA A VIDA CRISTÃ
Talvez não haja outra doutrina capaz de influenciar mais a vida do crente do que a da mordomia quando devidamente compreendida e aplicada.
Antes de tudo, deixará de existir em nossa vida a diferença artificial que, em geral, se faz entre atividades religiosas e seculares. Religião não será mais uma atividade que tome de nós certos dias e horas. Cada minuto de nossa vida será sagrado, porque pertence a Deus. Nosso trabalho deixará de ser uma coisa mecânica e material para ser algo concedido pela graça de Deus. Estamos cooperando com Deus no desenvolvimento e progresso de um mundo criado e mantido por ele mesmo.
O mordomo fiel, despertado por uma visão nova e mais ampla, verá Deus e sua mão em lugares e coisas que lhe pareciam despidas de caráter religioso. Não só a igreja, mas o lar e o lugar de trabalho participam dessa esfera sagrada, porque Deus está em toda parte como criador e preservador. Não haverá mais coisas lícitas aqui e ilícitas ali, porque todo o lugar que a planta do nosso pé pisar será terra santa (Ex 3.1-5).
E mais: o conceito cristão de mordomia fará crescer o nosso senso de responsabilidade. Aqui está perante nós um mundo criado por Deus, com tudo quanto nele há, por cujo desenvolvimento somos responsáveis. Aqui estamos nós mesmos, criados à imagem de Deus, e tendo de prestar contas da nossa vida, em toda a riqueza de suas manifestações. Aqui estão almas imortais, sem conhecimento da graça salvadora de Cristo, às quais o Senhor nos incumbe de levar a Boa Nova. São tremendas as nossas responsabilidades como mordomos de Deus!
Cientes da nossa fragilidade e incapacidade para bem desempenhar nossa mordomia, somos levados a depender do Espírito Santo, que Deus fez habitar em nós para conduzir-nos à vida abundante de despenseiros da sua multiforme graça.
temos a promessa preciosa de Jesus, que nos garante a assistência do Espírito, a fim de nos orientar no bom exercício na nossa mordomia. Ele nos esclarece quanto aos nossos deveres cristãos, fortalece-nos para o de-sempenho da tarefa de cada dia, purifica-nos, a fim de que sejamos "vasos para honrra... e preparados para toda a boa obra" (2 Tm 2.22). Nenhum mordomo poderá servir com eficiência, se não viver uma vida orientada pelo Espírito Santo.

O SUPREMO EXEMPLO
Jesus não só ensina a verdade da mordomia em seus ensinos, mas a ilustra de modo muito claro e inspiurador em sua própria vida. Ele se reconhecia mordomo de Deus, encarregado da tarefa suprema de alcançar a recon-ciliação da raça humana. Ele viveu a sua vida orientado por esse propósito. Seu desejo constante era fazer a vontade daquele a cujo serviço se encontrava na terra.

CONCLUSÃO
Inspirados em sua magnífica personalidade, caminhemos a passos firmes, como mordomos que não têm de que se envergonhar, que procuram desempenhar com fidelidade a tarefa que nos foi entregue.

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